Tipos
de coordenador
Assessoria
não é Coordenação
Nem
todos os grupos têm uma pessoa adulta e preparada que acompanha o
grupo como seu assessor. Um assessor esclarecido é bênção para o
grupo. Contudo um grupo pode temporariamente ir em frente sem
assessorar. Mas não vai em frente sem coordenador. É característica
dos grupos serem coordenados pelos próprios jovens. É bom que seja
assim. Quem coordena os grupos presta serviços aos grupos. É alguém
que recebeu alguns dons especiais de Deus e que a comunidade, o
grupo o elege para COORDENAR o grupo. O poder como Jesus indica deve
ser usado para servir e não como os príncipes deste mundo para
dominar os outros.
Percebemos
o quanto a coordenação é importante para que o grupo caminhe,
atinja seu objetivo e cumpra seu plano. O sucesso do grupo
depende em grande parte da capacidade e dedicação do coordenador.
Porém, nem todos os tipos de coordenadores facilitam o crescimento
dos membros. Uma compreensão dos diferentes tipos de
coordenadores nos ajuda a evitar certas armadilhas.
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A.
Coordenador ditatorial
O
ditador não se importa com o que seus subordinados pensam.
Todos os elementos do grupo dependem exclusivamente do
"ditador", que possui autoridade máxima. Os membros
são meros "executores" das ordens da autoridade. Às
vezes, o grupo ditatorial adota aparentes formas democráticas,
mas na realidade as orientações que vem de cima. Neste
tipo de grupo, os membros são apáticos e perdem todo
o espírito de iniciativa e responsabilidade estão submetidos
a fortes pressões afetivas e a guerrinhas entre si.
Os grupos ditatoriais, embora aparentemente possam ter, em um
primeiro tempo, maior eficácia na execução - dependendo da
qualidade do líder - terminam dissolvendo-se ou caindo no
mero formalismo.

Majestade!!!!
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B.
Coordenador paternalista
Na
prática trata-se de um grupo ditatorial em que o líder é
bom e representa a figura paterna. Todos dependem de seus
"conselhos". Aqui, as pressões afetivas e, conseqüentemente,
o sentimento ambivalente de amor - ódio, especialmente
ao levantar-se nos membros o desejo de maior personalidade e
iniciativa. Apesar das primeiras impressões serem
diferentes, o ditador e o paternalista são bastante
semelhantes. Nenhum deles vê com bons olhos o aparecimento de
outros líderes. O coordenador paternalista às vezes é pior
porque agarra seus seguidores emocionalmente.
Os membros têm medo de magoar seu coordenador com críticas,
afinal, "ele é tão bonzinho!". Por outro lado, é
mais fácil perceber a má influência o dano causados pelo
coordenador ditatorial.

Pode deixar pra mim, tá!
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C.
Coordenador Permissivo
O
lema deste grupo de coordenadores é: "deixar como está
para ver como fica". Em geral, este coordenador
é uma pessoa muito insegura que tem receio de assumir
responsabilidade. Ao contrário do ditatorial, que só
dava ordens, o liberal não dá instrução alguma. Cada um de
seus auxiliares faz o que quer e como bem entende. Na divisão
de trabalho, na repartição das responsabilidades, a confusão
é completa. A sua direção gera atritos e
desorganização entre os membros. Une-se apenas uma
ligação efetiva e certo desejo de conseguir um objetivo
comum. Estes grupos tendem a dissolver-se ou
a criar no grupo ditatorial para poder sobreviver.

Deixar fazer!
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D.
Coordenador Democrático
Este
tipo de coordenador sabe que, com a ajuda do grupo, será mais
fácil resolver os problemas. Respeita o homem e crê nele.
Consegue a cooperação do grupo pela a sua competência, paciência,
tolerância e honestidade de propósitos. Não dá
ordens: dá o exemplo, estimulando em vez de ralhar. Toda a
sua atenção está concentrada para o que o pessoal pensa.
Sabe obter o máximo de produtividade por meio do máximo de
vontade. Todos participam das atividades comum e têm idéia
clara dos objetivos e meios para consegui-los. Há livre
intercâmbio de idéias e discussão clara dos membros necessários
para atuar. O grupo democrático permite uma autocrítica
comum de todos os membros e aprofunda a consciência
da responsabilidade de todos e de cada um nos objetivos comuns.
Progressivamente vão aparecendo nos grupos os líderes
naturais. O coordenador deve atrai-lo e formá-lo para a
liderança. É um dos momentos mais delicados.
Vamos trabalhar juntos!
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Pe. Jorge Boran, cssp
presidente do CCJ
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