Juventude ILHA

 

 

                               

Que passos dar ao acompanhamento aos jovens?

Passa sempre pelas nossas cabeças, a questão prática de como fazer um acompanhamento concreto aos jovens. Se tomarmos o Projeto Rumo ao Novo Milênio, observaremos estes passos pedagógicos:

  1. Servir - A atitude primeira é ir ao encontro de tantos adolescentes e jovens da comunidade em vista de servi-los. Trata-se da mesma atitude de Jesus: “Eu não vim para ser servido, mas para servir” (Mt 20,28). Quantos serviços não estão exigindo o mundo juvenil: promover atividades esportivas e de lazer, cursos de formação profissional, campanhas de solidariedade com os portadores do vírus HIV, defesas dos jovens que estão sendo exterminados em chacinas.

  2. Dialogar - Nestes eventos, quantas oportunidades temos de escutá-los em sua dor! Seja de um corpo novo que está se formando, seja no que tange a relação com os pais e outros adultos da comunidade, nas suas afirmações muitas vezes sem fundamentação mas cheias de razoes pessoais e desejos de participar e pensar com categorias próprias... Estes exercícios poderão ajudar a superar a solidão que experimentam nesta fase, comum a todo ser humano.

  3. Anunciar - Jesus Cristo relacionou-se e fez amigos, construiu grupos de companheiros, teve um projeto concreto com opções bem definidas dentro do tempo e da cultura em que viveu. Trata-se, aqui, de anunciar um Jesus que rompeu com  modelos, que não geravam vida, que desafiou os poderosos apontando o caminho da verdadeira vida, não o caminho da lei.

  4. Comungar - Como Jesus fez, necessário é formar grupos, partindo e aproveitando os dons que cada jovem apresenta no campo das artes, do teatro, da dança, da música... e de tantos outros campos que os próprios jovens podem sugerir. Isso para que eles possam viver a experiência de comunidade e, depois, por causa desta experiência, consigam ser Igreja, “participação e comunhão”.

  5. Testemunhar - “Sal e Luz” é o desejo de Jesus para todos os cristãos. Será, pois, esta a missão destes jovens no meio dos jovens: na escola, no trabalho, na igreja, no lazer... Como afirmou o Papa Paulo VI, “o melhor apostolo do jovem é o outro jovem”. Eles serão testemunha do Deus da vida, deste Deus humano e sensível que “armou sua tenda no meio de nós” e que expressa seu desejo maior: “que todos tenham vida e a tenham em abundância”(Jo 10,10).

Não há receitas para o trabalho com a juventude. O essencial é desejar que eles superem a nós e os nossos limites. Dolorosa será a nossa tarefa de suportar que “ele cresça e eu diminua” (Jo 3, 30). Não poderá ser diferente se quisermos se fiéis ao evangelho. 

Jesus foi esperto e já nos deixou o mapa, caso a gente queira segui-lo: “tome a sua cruz de cada dia e siga-me” (Mc 8,34). Penso ser alguns destes nossos desafios como Pastoral da Juventude.

Afinal que outros desafios temo? Como podemos superá-los?

Carmem Lúcia Teixeira
 Setor Juventude - CNBB
Assessora Nacional da Pastoral da Juventude