Que
passos dar ao acompanhamento aos jovens?
Passa
sempre pelas nossas cabeças, a questão prática de como fazer um
acompanhamento concreto aos jovens. Se tomarmos o Projeto Rumo ao
Novo Milênio, observaremos estes passos pedagógicos:
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Servir
- A atitude primeira é ir ao encontro de tantos adolescentes e
jovens da comunidade em vista de servi-los. Trata-se da mesma
atitude de Jesus: “Eu não vim para ser servido, mas para
servir” (Mt 20,28). Quantos serviços não estão exigindo o
mundo juvenil: promover atividades esportivas e de lazer, cursos
de formação profissional, campanhas de solidariedade com os
portadores do vírus HIV, defesas dos jovens que estão sendo
exterminados em chacinas.
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Dialogar
- Nestes eventos, quantas oportunidades temos de escutá-los em
sua dor! Seja de um corpo novo que está se formando, seja no
que tange a relação com os pais e outros adultos da
comunidade, nas suas afirmações muitas vezes sem fundamentação
mas cheias de razoes pessoais e desejos de participar e pensar
com categorias próprias... Estes exercícios poderão ajudar a
superar a solidão que experimentam nesta fase, comum a todo ser
humano.
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Anunciar
- Jesus Cristo relacionou-se e fez amigos, construiu grupos de
companheiros, teve um projeto concreto com opções bem
definidas dentro do tempo e da cultura em que viveu. Trata-se,
aqui, de anunciar um Jesus que rompeu com
modelos, que não geravam vida, que desafiou os poderosos
apontando o caminho da verdadeira vida, não o caminho da lei.
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Comungar
- Como Jesus fez, necessário é formar grupos, partindo e
aproveitando os dons que cada jovem apresenta no campo das
artes, do teatro, da dança, da música... e de tantos outros
campos que os próprios jovens podem sugerir. Isso para que eles
possam viver a experiência de comunidade e, depois, por causa
desta experiência, consigam ser Igreja, “participação e
comunhão”.
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Testemunhar
- “Sal e Luz” é o desejo de Jesus para todos os cristãos.
Será, pois, esta a missão destes jovens no meio dos jovens: na
escola, no trabalho, na igreja, no lazer... Como afirmou o Papa
Paulo VI, “o melhor apostolo do jovem é o outro jovem”.
Eles serão testemunha do Deus da vida, deste Deus humano e sensível
que “armou sua tenda no meio de nós” e que expressa seu
desejo maior: “que todos tenham vida e a tenham em abundância”(Jo
10,10).
Não
há receitas para o trabalho com a juventude. O essencial é desejar
que eles superem a nós e os nossos limites. Dolorosa será a nossa
tarefa de suportar que “ele cresça e eu diminua” (Jo 3, 30). Não
poderá ser diferente se quisermos se fiéis ao evangelho.
Jesus
foi esperto e já nos deixou o mapa, caso a gente queira segui-lo:
“tome a sua cruz de cada dia e siga-me” (Mc 8,34). Penso ser
alguns destes nossos desafios como Pastoral da Juventude.
Afinal
que outros desafios temo? Como podemos superá-los?
Carmem Lúcia
Teixeira
Setor Juventude - CNBB
Assessora Nacional da Pastoral da Juventude
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